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História do Pincel

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Quando se trata sobre a história dos pincéis, não se sabe exatamente quando os pincéis surgiram. Porém sabe-se que lá no Período Paleolítico Superior (40.000 a.C.) as paredes e tetos das cavernas eram pintadas com o uso de diversos materiais, como dedos, ossos de animais, folhas, aparas de madeira, penas, pêlos de animais, cabelo humano e entre outros materiais.


Pincel sendo usado em Arte Rupestre (40.000 a.C.)


Em 3200 a.C., no Egito antigo, o pincel era largamente utilizado pelos escribas, pois com o desenvolvimento da escrita, os egípcios passaram a usar hieróglifos feitos a partir de um tipo de tinta, e os pincéis eram apropriados para esse tipo de atividade. Em geral eram feitos de junco e bambu. Nas artes egípcias eram utilizados pincéis maiores.


Pincel usado pelos Escribas
Instrumentos de escrita: O desenho da sua caneta
de junco e dos recipientes onde a humedecia
para escrever, formava o hieroglifo
que significava "escriba"


Mas foi por volta de 200 a.C., na China, que o pincel começou a se desenvolver. Também importante na escrita e nos ideogramas chineses, os pincéis foram ganhando forma e se aproximando do que usamos hoje em dia. E essa nova forma se deve ao General Meng Tian, que apresentou um pincel com cerdas de pelo de coelho e cabo de bambu, sendo mais suave e permitindo traços mais delicados. Com a ponta mais fina, permitia o uso melhorado nas artes feitas em vasos e outros trabalhos, que exigiam maior destreza.


Pincel Chinês


No século XV, na Europa, aparecem informações sobre os pincéis com a pintura do Afresco e Falso Afresco, em que é mencionado um tipo de pincel "Pituá" com pelos macios de animais, do tamanho da palma da mão do pintor, para suavizar a textura da pele humana. Outros tamanhos foram desenvolvidos no formato redondo, com os pelos atados em varetas de madeira.

Até 1800 as cerdas eram limpas e separadas à mão e a cabeça dos pincéis passaram a receber um envolto de metal, mas também eram colocadas à mão.

No Oriente, em 1804, há outros registros denominado "Pincel de Toyohashi", no feudo de Yoshida, Kyoto (Japão). Utilizado para caligrafia e pinturas ornamentais, foi construído com cabo de bambu, virola de talo de pena e pelos macios de animais. Nesse registro, havia uma pequena variedade de formas de pontas. Esses pincéis foram considerados verdadeiras jóias na época, sendo guardados pendurados em um suporte de metal nobre. Hoje fazem parte da arte tradicional do Japão.


Pincel de Toyohashi


A China dominou durante muito tempo o mercado de pincéis, sendo procurado pela qualidade de suas cerdas e pela forma de fabricação. No ano de 1840, pela primeira vez, os pincéis chineses chegam ao mercado americano e a partir daí, se expandiram nas Américas.

Nas primeiras décadas do século XIX, foram identificadas o uso do pincel no formato chato, somado ao redondo já conhecido.

Com o avanço da arte, o artista passou a ter mais intimidade com os seus materiais de trabalho e nesse momento, o pincel passou a ser a ferramenta de grande importância. Alguns artistas faziam seus próprios pincéis, com formas adequadas às suas pinceladas e gostos. A cada novo formato de pincel inventado, ele era identificado pelo nome do artista que o inventou.

Na sequência aos artistas, surgiram então os fabricantes em escala no comércio. A produção era feita em alto sigilo e os conhecimentos técnicos eram passados em segredo, de pai para filho.

Até esse momento, os pincéis tinham apenas cerdas naturais, como por exemplo, pelo de esquilo, marta (parente da doninha), texugo, cavalo, cão, porco, bode, boi, lobo, pônei e entre outros. Mas a partir do século XX a fabricação evoluiu com os filamentos sintéticos, combatendo assim a desenfreada matança de animais, alguns dos quais que já se encontravam em extinção. Hoje os pelos e cerdas de origem animal somente são utilizados dentro das normas rígidas de preservação das espécies.

Nos dias de hoje, o pincel é uma ferramenta de trabalho com especificações técnicas de uso e manutenção. Cada forma, tamanho de cerdas e cabos, tipo de cerdas e seus formatos definem o tipo de tinta a ser usada e em qual superfície a ser pintada, ampliando assim os recursos na pintura, possibilitando todo o tipo de técnica desejada pelo artista.



Fontes: História e evolução do pincel de pintura artística, Blog Condor, Blog Moldura de Ouro, Foto Pre-História, Foto Pincel Escriba 1, Foto Pincel Escriba 2, Foto Pincel Toyohashi.

O Pincel

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A função do pincel é servir como a extensão da sua mão até a área a ser pintada, por isso, embora exista vários tipos e tamanhos de pincéis, o melhor é aquele que se encaixa melhor na sua mão.




A Composição do Pincel

O pincel é composto das Cerdas, Virola e do Cabo.


Composição do Pincel de Artesanato

Cerdas:As cerdas são a parte mais importante do pincel e dependendo do fim a que se destina, a qualidade desejada e o preço pretendido, diferentes tipos de pelos podem ser empregados.

As cerdas podem ser naturais (qualquer cabelo macio ou cerda animal, como de porco, marta, esquilo, boi e etc...) ou sintéticos, geralmente filamentos de nylon extrudado. Pelos naturais são preferidos para pinturas a óleo e vernizes, enquanto que os sintéticos são melhores para tintas à base de água, pois as cerdas não se expandem quando umedecidas.


Virola:As virolas são cintas metálicas que prendem as cerdas ao cabo e podem ser de alumínio polido, latão cromado, niquelado, cobreado, cobre, níquel ou aço niquelado.


Cabo:Os cabos dos pincéis podem ser de madeira, bambu, acrílico, plástico e outros materiais. Cada tipo oferece um conforto no manuseio diferenciado. O acabamento da pintura, em diversas cores, facilita a identificação das famílias dos pincéis.

O Cabo pode ser curto, longo ou extra longo.

Os curtos são indicados para a pintura próxima dos olhos, sobre a mesa ou nas mãos, em que necessitamos de um conforto visual para a definição de detalhes e precisão nas pinceladas. Exemplos: na pintura decorativa, aquarela, porcelana, guache e outras.

Os cabos longos atendem às necessidades de longa e média distância na pintura, em que a apreciação posterior da obra manterá essa mesma perspectiva. Exemplo: telas em cavaletes.

Os cabos extra longos são indicados para obras maiores, murais, painéis e outras propostas, facilitando o acesso à superfície. A apreciação posterior da obra manterá também essa perspectiva.



Tamanhos dos pincéis

Os tamanhos são padronizados e sua marcação é observada no cabo. A numeração é mais comum em centímetros, mas também pode ser feita em polegadas. Nas trinchas, encontramos com frequência a leitura dos números em polegadas por serem maiores. Os tamanhos mais encontrados são do 000 (ou 3/0) ao número 24.

A ponta da virola define o número do pincel que é a leitura da medida do diâmetro nos 'redondos' e a largura nos 'chatos'.



Tipos de Pincel

De forma geral, as formas de pincéis são divididas em duas classes principais, o chato e o redondo. A forma como as cerdas se ajeitam é fundamental para o efeito que se quer atingir, e em alguns casos é fundamental para o comportamento do pincel de forma geral. Dentro de cada classe existem várias outras divisões.


Os pincéis macios requerem produtos bastante líquidos, porque estão associados ao detalhe e a retoques finais. Já os pincéis mais rígidos são utilizados em técnicas onde se requer mais força.



Os Chatos:

Chato – Pincel de cerda Sintética, Pelo Natural (de porco, Marta, boi entre outros) e também Misto (mistura de sintética com natural).

Ideal para preencher desenhos, coberturas mas também pode ser usado em detalhes, contorno e fundo. O formato chato e curto é muito usado para fazer a matização das cores.

Técnicas indicadas: Pintura em Cerâmica, Gesso, Madeira, Metal, Tecido ou em qualquer superfície lisa.

Chato Rake – Pincel de cerda Sintética.

Ideal para pintura efeito xadrez, efeito jeans, cabelo, barba, linho e folhagem (palmeiras).

Técnicas indicadas: Pintura em Cerâmica, Gesso, Madeira, Metal, Tecido ou em qualquer superfície lisa.

Lixado – Pincel de Pelo natural (porco).

Ideal para preenchimento, sombras, luz, acabamentos.

Técnicas indicadas: Pintura a Óleo, em Tecido, Tela e Madeira.

Chanfrado (Angular) – Pincel de cerda Sintética, Pelo Natural (marta e boi) e também Misto (mistura de sintética com natural).

Muito utilizado para sombreados, dupla carga e cobertura irregular de algumas áreas. Ideal também para pintar folhagens e para fazer diferentes efeitos especiais.

Técnicas indicadas: Pintura em Cerâmica, Gesso, Madeira, Metal, Tecido ou em qualquer superfície lisa.

Língua de Gato (Filbert) - Pincel de cerda Sintética, Pelo Natural (marta e boi) e também Misto (mistura de sintética com natural).

Muito usado para fazer folhas, galhos e pétalas de flores como as margaridas, miosotes, hortênsia e entre outras. Pode ser usado tanto de frente quanto de lado.

Técnicas indicadas: Pintura em Cerâmica, Gesso, Madeira, Metal, Tecido ou em qualquer superfície lisa.

Língua de Gato Rake (Filbert Rake) – Pincel de cerda Sintética.

Ideal para pintura xadrez, efeito jeans, cabelo, barba, linho, folhagem (palmeiras).

Técnicas indicadas: Pintura em Cerâmica, Gesso, Madeira, Metal, Tecido ou em qualquer superfície lisa.

Leque (Fan) – Pincel de cerda Sintética, Pelo Natural (de porco, marta, boi entre outros) e misto (mistura de cerda sintética e pelo natural).

O pincel leque é usado para fazer esmaltação, folhagens e pinturas mais suaves, sem muita marcação.

Técnicas indicadas: Pintura a Óleo, em Tela, Tecido, Madeira ou em qualquer superfície lisa.

Leque Rake (Fan Rake) - Pincel de cerda Sintética, Pelo Natural (de porco, marta, boi entre outros) e misto (mistura de cerda sintética e pelo natural).

Ideal para folhagem.

Técnicas indicadas: Pintura a Óleo, em Tela, Tecido, Madeira ou em qualquer superfície lisa.

Trincha – Pincel de Pelo natural.

A trincha é usada para pintar grandes áreas, para fazer fundos e em alguns casos para efeitos (como pátina).

Técnicas indicadas: Pintura em MDF, Tela e Gesso.

Garfo – Pincel de cerda Sintética.

O pincel garfo é usado para fazer traços em xadrez.

Técnicas indicadas: Pintura a Óleo, em Tela, Tecido, Madeira ou em qualquer superfície lisa.

Faca (Adaga) – Pincel de cerda Sintética.

O pincel faca é usado para fazer folhas e pétalas e detalhes. Ideal para desenhos, efeitos especiais e pintura gestual.

Técnicas indicas: Pintura a Óleo, em Tela, Madeira ou em qualquer superfície lisa.

Os Redondos:

Redondo – Pincel de cerda Sintética, Pelo Natural (de porco, marta, boi entre outros) e misto (mistura de cerda sintética e pelo natural).

Usado em contornos, detalhes, filetes, aquarela, pinturas bauer e letras.

Técnicas indicadas: Pintura a Óleo, em Tela, Tecido, Madeira ou em qualquer superfície lisa.

Redondo Filete (Liner) - Pincel de cerda Sintética, Pelo Natural (de porco, marta, boi entre outros) e misto (mistura de sintética e natural).

Com a sua ponta fina, é indispensável para fazer detalhes de finalização e traços mais finos, como riscos, boquinhas, cílios, contornos, caule de flores, escritas e traços que unem as folhagens.

Técnicas indicadas: Pintura a Óleo, em Tela, Porcelana, Vidro, Tecido, Madeira ou em qualquer superfície lisa.

Pituá – Este modelo de pincel é encontrado com dois tipos de cerda Pelo Natural (de porco) ou Sintética.

Usado em: Stencil, Luz Seca, linhas retas, "pelos animais", esfumados e outros detalhes.

Técnicas indicadas: Pintura a Óleo, em Tela, Porcelana, Vidro, Tecido, Madeira ou em qualquer superfície lisa.

Pata de Vaca – Pincel de Pelo Natural (marta, boi e entre outro).

Ideal para: Pelos (batidinhas) e sombreado(batidinhas).

Técnicas indicadas: Pintura a Óleo, em Tela, Porcelana, Vidro, Tecido, Madeira ou em qualquer superfície lisa.

Pata de Veado – Pincel de cerda Sintética.

Ideal para pintura country e sombreado.

Técnicas indicadas: Pintura em MDF.

MOP – Pincel de Pelo Natural.

Ideal para suavizar o sombreado e Transparência

Técnicas indicadas: Pinturas em Porcelana, Vidro ou Madeira.

Broxinha – Pincel de pelo Natural.

É usado em trabalho com stencil.

Técnicas indicadas: Pintura a Óleo, em Tela, Porcelana, Vidro, Tecido, Madeira ou em qualquer superfície lisa.

Batedor de Espuma - O pincel com espuma é encontrado em vários formatos e há um modelo para cada efeito pretendido. O redondo é indicado para fazer bolas na superfície e para dar batidinhas, preenchendo uma área, na aplicação com stencil e carimbos. O pincel com espuma mousse pode ser usado para criar detalhes geométricos e preenchimentos.





Fontes: Como escolher Pincel para Artesanato, Tipos de Pinceis, Tipos de Pinceis para Artesanato.

Cuidados com o Pincel

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- Antes de usar um pincel novo, remova a goma protetora que vem de fábrica na ponta do pincel. Para isso, você pode utilizar uma bandeja com um pouco de água e deixá-lo na água uns minutinhos ou fazer o movimento de vai e vem até que saia todas as bolhas de ar.

Mas atenção, não deixe que o nível da água passe o limite entre a Virola e o Cabo, senão o cabo, sendo de madeira, pode inchar com a água e ficar bambo ou até mesmo descolar da virola.



- Durante o uso, evite que qualquer tipo de tinta seque no pincel. Somente os pincéis pincéis Mop podem ser deixados para serem limpos depois (podendo ser limpos com álcool em gel e pano seco).



- Após o uso, tire o excesso de tinta do pincel em um papel absorvente ou tecido macio, no caso da tinta ser óleo limpe com o solvente indicado para a tinta usada. Para uma melhor limpeza utilize o gel de limpeza.



- Pincéis a base d'água: devem ser lavados com água e sabão neutro ou gel para limpeza, com movimentos circulares e de "vai e vem" na palma da mão ou em um pente (Limpa Pincel) e enxágue em água corrente em seguida utilize o dedo polegar e o indicador para tirando o excesso de água pressionando da virola até a ponta da cerda, isso faz com que as cerdas se unam e tenham o mesmo formato e aspecto de fábrica. Nunca de "batidinhas" ou os deixe de ponta para baixo dentro de qualquer recipiente pois assim você pode estragar as cerdas do seu pincel.



- Pincéis a base de óleo: utilize diluente, solvente (indicado), thinner ou terebentina para limpar, secando-os num pano macio e seco, e pode ainda, mergulhá-los numa solução de acetona, que irá limpar totalmente o que sobrou nos pincéis e vai deixá-los secos quase instantaneamente.



- Pincéis utilizados com anilinas ou tintas com alto poder de tingimento, poderão ficar manchados, então reserve-o somente para esse fim.



- Na hora de secar e guardar seus pincéis, sempre deixe-os separados uns dos outros e na vertical, com as cerdas para cima. Assim eles não irão deformar as suas cerdas e nem mofar. Na secagem você pode utilizar o suporte de pincéis e deixá-los em um lugar bem ventilado.



- Para guardá-los, você pode usar estojos apropriados para o tamanho dos seus pincéis (sem pressionar ou dobrar as cerdas). Mas atenção, só guarde seus pincéis depois que eles estejam secos, ok!



- Se for transportá-los, os guarde bem presos em estojos para que as cerdas não sejam danificadas.

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