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História da Tinta

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Os historiadores acreditam que a primeira tinta foi usada há mais de 40.000 anos, depois que arqueólogos descobriram a antiga arte das cavernas durante uma escavação em El Castillo, no norte da Espanha. A tinta usada foi feita da mistura de manganês vermelho, preto ou ocre, com outros corantes provenientes de elementos encontrados na natureza, como a seiva e o sangue animal.

O contorno vermelho de um veado, juntamente com desenhos grosseiros de bisonte, vaqueiro, vacas há muito extintas e uma pintura em forma de disco vermelho em uma parede do corredor - agora conhecido como "Painel de Mãos" - eram de aproximadamente 40,800 anos.



Tinta usada no Painel de Mãos - 40,800 anos


O primeiro povo a pintar com grande variedade de cores foram os egípcios. Inicialmente, fabricavam as tintas a partir de materiais encontrados na terra de seu próprio país e das regiões próximas. Somente entre 8.000 a 5.800 a.C. é que surgiram os primeiros pigmentos sintéticos. Para obterem cores adicionais, os egípcios importavam anileira e garança da Índia. Com a anileira, podia-se obter um azul profundo e, com a garança, nuances de vermelho, violeta e marrom. Os egípcios também aprenderam a fabricar brochas brutas, com as quais aplicavam a tinta.



Pinturas Egípcias


O uso de tinta permaneceu exclusivamente para uso artístico até o desenvolvimento da escrita com tinta, que ocorreu por volta de 2.500 a.C., quanto os egípcios e os chineses começaram a usar para escrever. Essa tinta era criada usando finas partículas de carbono ou lâmpadas preta (um tipo de carbono que envolve a queima com óleo vegetal e misturar o pigmento em cola ou goma para garantir que aderisse no lugar da escrita).


Na Índia, foi desenvolvida uma tinta composta de carbono negro, lâmpada negra e ossos carbonizados (chamados de osso preto), combinados com cola animal para criar um bloco, que seria então re-liquefeito pela adição de àgua, geralmente através de um pincel. A tinta da Índia foi usada na China a partir do século IV a.C. e também foi a tinta usada para escrever os Pergaminhos do Mar Morto, embora o último dependesse do cinábrio vermelho (sulfato de mercúrio) como base e não o de carbono.



Parte dos Pergaminhos do Mar Morto


Os romanos aprenderam a técnica de fabricar tinta com os egípcios. Nas ruínas da Pompéia, exemplares de suas pinturas e tintas podem ser apreciadas. Por volta do século V a.C., os romanos utilizaram pela primeira vez na história o alvaiade (um derivado do chumbo) como pigmento. Após a queda do Império Romano, a arte de fabricar tintas perdeu-se, sendo retomada pelos ingleses somente no final da Idade Média.



Pinturas nas ruínas da Pompéia


Na Idade Média, o aspecto "proteção" começa a ganhar importância. Os ingleses usavam as tintas, principalmente, em igrejas e, depois, em prédios públicos e residências de pessoas importantes. Durante os séculos XV e XVI, artistas italianos fabricavam pigmentos e veículos para tintas. Nessa época, a produção de tinta era particularizada e altamente sigilosa. Cada artista ou artesão desenvolvia seu próprio processo de fabricação de tinta. Tratadas como se fossem um "segredo de Estado", as fórmulas das tintas eram enterradas com seu inventor.


Os indígenas brasileiros obtinham tintas da flora nativa para ornamentar o corpo para festas, guerras, funerais ou para proteção contra insetos: o branco da tabatinga (tipo de argila), o encarnado do araribá (árvore brasileira), do pau-brasil (também uma árvore brasileira) e do urucu (fruto do urucuzeiro), o preto do jenipapo (fruto do jenipapeiro) e o amarelo da tatajuba (árvore brasileira).



Pinturas e Tintas Indígenas


Já no ápice da Revolução Industrial, final do século XVIII e início do XIX, os fabricantes de tintas começaram a usar equipamentos mecânicos. Os primeiros fabricantes, entretanto, apenas preparavam os materiais para a tinta, fornecendo-os para os pintores que compunham suas próprias misturas do seu gosto. Em 1867, os fabricantes introduziram as primeiras tintas preparadas no mercado. O desenvolvimento de novos equipamentos de moer e misturas tintas no final do século XIX também facilitou a produção em larga escala.


Durante Primeira e Segunda Guerras Mundiais, químicos desenvolveram novos pigmentos e resinas sintéticas. Esses pigmentos substituíram ingredientes das tintas, como óleo de linhaça, necessário para fins militares. As pesquisas desenvolvidas por químicos e engenheiros tornaram-se atividade importante na fabricação de tinta.


No final da década de 50, químicos criaram tintas especiais para pintura de exteriores, novos tipos de esmaltes para acabamento de automóveis e tintas à prova de gotejamento para superfícies externas e internas. Nos anos 60, a pesquisa continuada com resinas sintéticas conferiu às tintas maior resistência contra substâncias químicas e gases. Foi nessa época também que as tintas fluorescentes se popularizaram. Devido à descoberta de envenenamento por chumbo de muitas crianças após terem comido lascas de tinta seca, na década de 1970, os governos de alguns países impuseram restrições ao conteúdo de chumbo nas tintas de uso doméstico, limitando-o a cerca de 0,5%.





Fontes: The History of Ink, The History of Ink, História da Tinta, Painel de Mãos, Pintura Egípcia, Pergaminhos do Mar Morto, Pintura Pompéia, Imagem Índio.

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